Esta é a primeira edição do DESIRE LAB, a nova série de INSIGHTS da ABOUT dedicada a observar produtos, categorias e oportunidades que começam a ganhar força internacionalmente e ainda têm espaço para ser explorados com mais profundidade no Brasil.

15 jul, 2026

Omercado brasileiro ainda explora pouco alguns produtos que já começam a ganhar força nas coleções, campanhas e imagens de marcas internacionais. É justamente nesse intervalo entre o que começa a despertar desejo lá fora e o que ainda não se tornou óbvio por aqui que surgem boas oportunidades.
Nesta primeira edição do DESIRE LAB, a ABOUT reúne dez ideias que podem complementar uma coleção de verão, abrir uma nova faixa de preço, movimentar a comunicação entre grandes lançamentos e até iniciar a construção de um futuro produto-ícone. A proposta não é copiar as referências, mas entender o princípio por trás delas e traduzi-lo para a identidade, a cliente e a estrutura de cada marca ou loja.


Esta é a primeira edição de uma nova série de INSIGHTS dedicada a observar produtos que começam a chamar atenção internacionalmente e ainda têm espaço para ser trabalhados com mais profundidade no Brasil. A proposta não é apenas mostrar uma peça diferente. É identificar oportunidades capazes de:
complementar uma coleção já existente;
criar uma nova porta de entrada para a marca;
movimentar a comunicação entre grandes lançamentos;
testar uma nova estética com menor risco;
construir, ao longo do tempo, uma assinatura própria.
Alguns desses produtos já aparecem pontualmente no mercado brasileiro. A oportunidade, portanto, não está necessariamente em ser a primeira marca a fazer uma bolsa bordada, um ear cuff ou um bag charm. Ela está em transformar a ideia em uma categoria desejável, com identidade, variações, narrativa e continuidade.
Enquanto muitas empresas ainda tratam esses itens como peças isoladas, existe espaço para desenvolvê-los como pequenas famílias de produto, edições limitadas, colaborações, presentes colecionáveis e drops com forte potencial de imagem. Isso também responde a uma mudança importante no ritmo de consumo.
Criar uma coleção muito extensa exige tempo, investimento e previsão. Mas, quando ela finalmente chega à loja, ao banner do site ou ao Instagram, o comportamento da cliente pode já ter mudado. Pequenos drops permitem testar o desejo enquanto ele ainda está nascendo. A marca pode lançar, observar, aprender, corrigir e ampliar.
O futuro produto-ícone da sua marca pode começar como um pequeno teste que ninguém mais percebeu.
As oportunidades de vestuário desta seleção partem de categorias que a cliente já reconhece: jeans, blusas e peças vintage. A novidade aparece na superfície, na modelagem ou na forma de construir o produto. Essa estratégia reduz a resistência comercial, porque a cliente entende a função da peça, mas encontra nela uma razão nova para desejar.
JEANS COM RENDA APLICADA


O jeans com renda aplicada cria um contraste forte entre a estrutura do denim e a delicadeza da renda. A oportunidade está em transformar essa aplicação em parte real da identidade do produto, e não apenas em um pequeno detalhe decorativo. Com uma modelagem comercial e uma superfície bem trabalhada, a peça pode liderar um drop inteiro e aproximar romantismo, sensualidade e denim de uma forma ainda pouco explorada no mercado brasileiro.
Aplicar renda nas laterais, bolsos, recortes ou barras.
Trabalhar versões tonais e outras com alto contraste.
Criar calça, minissaia, short e jaqueta coordenados.
Repetir o desenho da renda em bolsas ou calçados.
Usar o produto como ponto principal da campanha do drop.
BLUSA FRENTE ÚNICA COM LINGUAGEM DE LENÇO


A oportunidade não está em vender um lenço para a cliente descobrir como amarrá-lo no corpo. Está em desenvolver uma blusa pronta, com modelagem, sustentação, cava e fechamento definidos, mas que preserve o movimento, a ponta e o efeito visual de um lenço. Assim, a marca oferece a leveza e a imagem do foulard com a praticidade de uma roupa construída para vestir bem.
Criar versões frente única, assimétricas e de um ombro só.
Desenvolver uma estampa própria para a categoria.
Desdobrar o mesmo desenho em saia, calça e faixa.
Trabalhar modelos curtos e alongados.
Usar a estampa como código visual do mini drop.
UPCYCLING COM PEÇAS VINTAGE


O upcycling ganha força quando vai além da customização e passa a reconstruir forma, superfície e significado. Garimpar peças vintage e transformá-las por meio de novos recortes, bordados, rendas, pinturas ou combinações entre produtos cria itens únicos e difíceis de reproduzir. O valor está tanto no reaproveitamento quanto na autoria aplicada sobre algo que já carregava uma história.
Garimpar jeans, camisas, alfaiataria, vestidos e jaquetas.
Alterar modelagem, comprimento, mangas ou proporções.
Aplicar bordados, rendas, pedrarias ou pintura manual.
Numerar as peças e explicar sua origem.
Mostrar o antes, o processo e o resultado na comunicação.
Calçados e bolsas conseguem renovar uma coleção já existente com rapidez e forte impacto visual. Também ajudam a aumentar ticket, gerar venda cruzada e testar uma nova linguagem antes que ela seja levada para todo o mix.
SLINGBACK COM TECIDOS ESTAMPADOS


O slingback já possui uma silhueta reconhecida e fácil de usar. A oportunidade está em abandonar a superfície neutra e explorar tecidos estampados, jacquards, tapeçarias e cetins. A forma permanece comercial, enquanto o material transforma o calçado em ponto de imagem e permite que ele converse diretamente com a cartela e a narrativa da coleção.
Trabalhar jacquard, floral, listras, poás ou tapeçaria.
Criar versões baixas, kitten heel e salto médio.
Repetir o tecido em bolsa, cinto ou acessório de cabelo.
Desenvolver uma estampa exclusiva para o drop.
Montar looks que mostrem o calçado como protagonista.
BOLSAS BORDADAS, EM JACQUARD OU
COM EFEITO DE TAPEÇARIA


A bolsa baguette oferece uma base simples e reconhecível para transformar a superfície em protagonista. Bordados, tapeçarias, pedrarias e passamanarias podem dar ao acessório uma leitura quase colecionável. Para marcas brasileiras, existe ainda a oportunidade de trabalhar técnicas locais e colaborações com artistas têxteis sem cair em uma estética turística ou literal.
Usar um formato permanente e mudar apenas a superfície.
Criar edições com bordados, jacquards ou pedrarias.
Desenvolver colaborações com artistas e oficinas.
Repetir cores e motivos em outras categorias.
Contar quem fez e como a peça foi construída.
BOLSAS DE TRICÔ COM FIOS METÁLICOS E PAETÊS
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