Com a saída de Adrian Appiolaza, Simone Rizzo e Loris Messina assumem a direção criativa da Maison italiana com uma missão clara: transformar irreverência em relevância novamente.

27 jun, 2026

AMoschino entra em um novo capítulo criativo com a chegada de Simone Rizzo e Loris Messina, fundadores da Sunnei, à direção criativa da Maison. A nomeação acontece logo após a saída de Adrian Appiolaza, em uma transição que parece menos sobre trocar apenas um designer e mais sobre recuperar frequência cultural. A Moschino sempre foi mais forte quando entendeu moda como comentário: uma marca capaz de rir do próprio sistema, transformar ironia em imagem e usar exagero como linguagem de luxo.

A escolha faz sentido porque Rizzo e Messina chegam com experiência em construir universo, não apenas coleção. À frente da Sunnei, a dupla criou uma marca milanesa conhecida por humor seco, apresentações performáticas, códigos visuais fortes e um espírito de provocação muito alinhado ao DNA da Moschino. Eles também trazem bagagem prática: Messina passou pelo visual merchandising da Gucci, enquanto Rizzo atuou como digital manager e buyer, uma combinação rara entre imagem, produto, varejo e leitura de cultura. Para a Moschino, que precisa voltar a ser desejada sem perder sua estranheza, essa visão pode ser mais valiosa do que uma direção apenas estética.
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