Mesmo com vento, chuva e céu cinza, o street style mostrou que cor, humor, volume e styling continuam sendo ferramentas poderosas para transformar roupa em desejo.

6 ago, 2026

Osegundo dia de Copenhagen Fashion Week provou que nada foi capaz de tirar a diversão dos looks, nem mesmo o vento, a chuva e o céu cinza. Pelo contrário: o clima mais frio abriu espaço para casacos com gola alta, peças fechadas até em cima, volumes amplos e camadas mais protegidas. Mas, como Copenhagen raramente entrega uma fórmula previsível, o peso da parte de cima veio acompanhado de pernas à mostra, comprimentos mini e uma leveza quase provocativa na construção das proporções.

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As combinações de cores continuaram sendo um dos pontos mais fortes do street style. Rosa candy com verde militar, tons doces com cores profundas, azuis claros com marrons, vermelho com turquesa, vanilla com verde estranho. O que parecia apenas uma escolha de cartela virou ferramenta de styling. A cor deixou de funcionar como tendência isolada e passou a criar novos caminhos para atualizar peças conhecidas, reacender produtos que já estão na loja e transformar um look simples em conteúdo visualmente mais forte.
Quando a moda quer criar desejo, ela não precisa apenas lançar peças novas. Precisa ensinar novos jeitos de olhar para o que já existe.
Os acessórios também confirmaram a força da temporada. Lenços na cabeça continuam firmes, especialmente quando coordenados com a roupa, mas também aparecem amarrados na cintura ou jogados sobre os ombros. Óculos gigantes à la Iris Apfel, colares coloridos, pulseiras marcantes e sapatos divertidos entraram como pontos de virada. Até produções que poderiam caminhar para o quiet luxury ganharam outra leitura quando encontraram calçados com textura, brilho, estampas coloridas ou detalhes quase surrealistas.


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