De Khaite à Chloé, de Loro Piana à W Magazine, a modelo brasileira reaparece em momentos-chave e mostra que o luxo voltou a desejar rostos com memória, autoridade e mistério.

28 jul, 2026

Raquel Zimmermann não está aparecendo em tantas frentes por acaso. Neste momento, sua imagem parece responder exatamente ao que parte do luxo quer comunicar: maturidade, repertório, presença e uma elegância que não precisa se explicar. Na Chloé, ela aparece na campanha Winter 2026, fotografada por Inez & Vinoodh, ao lado de Jacqui Louise, Thalita Ferreira e Sarah Isaksen, em uma narrativa de natureza, liberdade, feminilidade e conexão. A própria campanha também coloca em evidência a reedição da Paddington, bolsa lançada em 2005 — criando uma ponte direta entre memória afetiva da moda e desejo presente.

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O movimento vai além da Chloé. Raquel também abriu o desfile Fall 2026 da Khaite, em Nova York, depois de quase uma década afastada das passarelas, em uma coleção de atmosfera forte, escura e poderosa. A presença dela no primeiro look funcionou como uma declaração visual: não era apenas casting, era posicionamento. Em paralelo, a modelo aparece em Loro Piana Icons, fotografada por Robin Galiegue ao lado de Leon Dame, reforçando uma imagem de permanência, qualidade e luxo silencioso. Já na W Magazine, protagoniza um editorial de festa assinado por Rafael Pavarotti, mostrando que sua força não está só na memória, mas também na capacidade de transformação editorial.
Raquel não volta para fazer a moda olhar para trás. Ela volta para fazer o presente parecer mais legítimo.
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