Em seu primeiro desfile após a venda da marca, Marc Jacobs fez o que Marc Jacobs sabe fazer muito bem: colocou o mercado para prestar atenção. Teve cor, teve brilho, teve corpo à mostra, teve joia falsa em excesso e teve aquele tipo de styling que faz a gente pensar: “ok, isso aqui vai render”.

2 jul, 2026

Marc Jacobs fez do tempo curto uma declaração enorme. Em apenas quatro minutos, o designer apresentou uma coleção direta, elétrica e cheia de códigos visuais para o próximo outono: cores vibrantes, misturas inesperadas, joias falsas acumuladas no pescoço, acessórios brilhantes na cintura, microssaias, bodysuits opacos, bustiês, meias-calças e muito corpo à mostra.
E vamos combinar? Depois de quase três décadas sob a LVMH, esse desfile não poderia parecer apenas “mais uma coleção”. A marca entra agora em uma nova fase de propriedade e gestão — e Marc respondeu com imagem forte e provocativa.
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A coleção parecia continuar uma conversa aberta no desfile anterior, mas com outra energia. Se fevereiro tinha um clima mais denso, quase de despedida, agora o mood era luz acesa, brilho ligado e excesso feliz. Fazer o quê se Marc Jacobs sabe transformar exagero em desejo?
Os tecidos opacos surgiam quase reluzentes. As transparências ganhavam efeito prismático. As blusas de segunda pele e as meias-calças criavam camadas de cor sobre o corpo. E as joias? Propositalmente falsas, grandes, acumuladas, quase teatrais. Colares em excesso, peças presas ao cinto, brilho aparecendo onde a gente normalmente não espera.
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